Jesus Cristo nasceu no dia 25 de Dezembro




Durante muitos anos, acreditámos que a data do nascimento de Jesus Cristo foi uma escolha arbitrária da Igreja para substituir a antiga celebração pagã "Dies Natalis Solis Invicti (nascimento do sol invencível). Mesmo os estudiosos cristãos estavam convencidos desta teoria sem provas, também porque algumas festas pagãs foram efectivamente substituídas por outras cristãs. As datas dos eventos nunca foram consideradas fundamento da fé evangélica, mas a descoberta, feita por um estudioso não cristão, veio esclarecer algumas partes dos Evangelhos. Em 1947, perto da margem do Mar Morto em Qumran foram descobertos os manuscritos da seita judaica dos Essénios e por meio do estudo destes pergaminhos, constatou-se que são datados entre 200 aC e 60/70 dC. Estudando os manuscritos, em hebraico, aramaico e grego, entre outras coisas, emergem dois aspectos: os escritos coincidem exactamente com a Bíblia usada hoje pelos judeus e cristãos; Jesus Cristo e João Baptista, em oposição às teorias de alguns romancistas de sucesso, não eram membros da seita dos Essénios. Talmon Shemaryahu, Professor de Estudos Bíblicos na Universidade Hebraica de Jerusalém, estudando cuidadosamente os documentos de Qumran e do calendário judaico dos Jubileus, foi capaz de identificar com precisão a ordem dos 24 turnos semanais dos sacerdotes no templo durante o período em que tiveram lugar os factos evangélicos. Zacarias pertencia à casta sacerdotal Abia que servia duas vezes por ano, e é quando oficiava no turno da sua classe que lhe apareceu o anjo: "Zacarias, não temas, porque a tua oração foi ouvida, e Isabel, tua mulher, dará à luz um filho, e lhe porás o nome de João" (Lucas 1:13). O estudioso bíblico Talmon foi assim capaz de confirmar que 15 meses após o anúncio a Zacarias, nove meses após a Anunciação à Virgem Maria de Nazaré, seis meses depois do nascimento de João Batista, nasceu Jesus. Esta data cai em 25 de Dezembro. A existência de Jesus, aceite por todos os historiadores sérios, deve levar-nos a viver o dia de Natal reflectindo sobre o extraordinário acontecimento que mudou a história da Humanidade. Os não-crentes, mesmo recusando o aspecto divino da figura de Cristo, não deveriam negar a sua historicidade. E neste momento deveriam interrogar-se como foi possível que, um Homem crucificado, pudesse mudar o mundo mais do que qualquer outra potência militar da história. 
Enquanto os crentes deveriam interrogar-se por que o Natal se tornou apenas um apelo ao consumismo e ao divertimento, ao fim e ao cabo uma festa pagã. As palavras de Jesus devem-nos fazer reflectir sobre a nossa soberba, o nosso cinismo, a nossa inveja, e compreender que os interesses pessoais não podem humilhar ou destruir a vida dos outros. O Natal deveria curar as nossas feridas e nos encher de alegria, porque desde que Ele entrou na história, sabemos que nada morre, que há um Juiz, e nada nem ninguém nos pode dar a serenidade que nos dá Jesus Cristo.


Jornal da Madeira / Agostino Nobile 24.12.10

1 comentários:

Passei aqui lendo. Vim lhe desejar um Natal agradável, harmonioso e com sabedoria. Nenhuma pessoa indicou-me ou chamou-me aqui. Gostei do que vi e li. Por isso, estou lhe convidando a visitar o meu blog. Muito simplório por sinal. Mas, dinâmico e autêntico. E se possivel, seguirmos juntos por eles. Estarei lá, muito grato esperando por você. Um abraço e fique com DEUS.

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"Todo aquele que ler estas explanações, quando tiver certeza do que afirmo, caminhe lado a lado comigo; quando duvidar como eu, investigue comigo; quando reconhecer que foi seu o erro, venha ter comigo; se o erro for meu, chame minha atenção. Assim haveremos de palmilhar juntos o caminho da caridade em direção àquele de quem está dito: Buscai sempre a Sua face."
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